 |
 |
Patrícia Rehder Galvão
Nasceu em 09 de Junho de 1910. Adolescente participou do movimento modernista. Acusada de comunista, foi a primeira presa política do Brasil, nos anos 50. Em Santos fundou a associação dos jornalistas profissionais. Em 1952, traduziu a cantora Careca, de lonesco, pela primeira vez encenada no Brasil. Nesta época Pagu começou a colaborar com várias revistas de São Paulo e do Rio, em 55 torna-se crítica de teatro, literatura e televisão do jornal A Tribuna, de Santos, assumindo essa função até morrer. |
As Múltiplas Linguagens de Pagu
Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), conhecida como Pagu, foi jornalista, escritora e ativista política. Aos 15 anos, era colaboradora de um jornal de bairro em São Paulo. Aos 18, aderiu ao movimento modernista; e aos 19, ao movimento antropofágico. Aos 21 anos, já militante comunista, lançou (1931), juntamente com Oswald de Andrade, um jornal político no qual assinava a coluna feminista "A Mulher do Povo". Nessa época, passou a viver em bairro operário, como forma de construir a luta socialista. Escreveu nesse período, com pseudônimo, “Parque Industrial”, seu primeiro romance.
Patrícia Galvão foi presa em Santos ainda em 1931, ao participar de uma greve, tornando-se uma das primeiras presas políticas do Brasil no século20. Mudou-se para a França (Sorbonne), onde passou a estudar e
|
 |
 |
militar, sendo presa pela repressão.
Repatriada, é presa novamente. Sofre torturas e fica detida até 1940. Em 1950 concorre a deputada estadual em São Paulo pelo Partido Comunista Brasileiro, mas não é eleita.
Teve dois filhos. Publicou poemas, desenhos e romances. Foi diretora teatral e incentivadora cultural, apoiando artistas de vanguarda em suas colunas literárias.
Lúcia Teixeira Furloni, pesquisadora da UNISANTA, esclarece que Pagu, “mesmo sem ter desenvolvido uma carreira artística, foi uma personalidade rara, rebelde e inovadora na vida, na arte e na cultura, em todos esses domínios: jornalismo, poesia, romance, desenho, crítica de artes, política militante, dissidência política. Além de incentivadora da cultura, foi mulher precursora”.
|
Dicas de Vídeo/Livros
Além disso, a autora publicou o “Caderno de Croquis de Pagu e Outros Momentos Felizes que foram Devorados Reunidos”, que reúne um material produzido por Pagu e guardado por longo tempo pela amiga Tarsila do Amaral. A obra trata da produção de estréia de Pagu, que até pouco tempo era desconhecida. Um trabalho desenvolvido em plena efervescência antropofágica, na juventude de seus 18, 19 e 20 anos.
“Dentro desta mulher, longe de condicionamentos e repressões estéticas, literárias, sexuais, sociais e culturais, topamos com a leveza dos traços, quase infantis, característicos de uma Arte Moderna, que retratam a sensibilidade de sua alma”, destaca Lúcia. “A paródia, encontraríamos depois em seu Álbum de Pagu, também de 1929. Essas duas produções têm como autora uma mulher-menina, integrada na natureza, que solta
|
|
papagaios, volta para casa sem batom e tem fome de futuro”, exulta Lúcia.
Ambas produções pertencem ao mesmo período, no qual Patrícia Galvão emerge no Modernismo brasileiro, mais precisamente na Antropofagia, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. O “Álbum de Pagu – Vida, Paixão e Morte”, a autora dedicou a Tarsila, em poder de quem ele permaneceu por muitos anos, até que fosse descoberto. O Álbum reúne “poemas ilustrados” em seqüência, com 28 páginas numeradas (cada desenho ocupa uma página).
No cinema, Lucia Teixeira Furloni responsável pelo documentário “Pagu, Livre na Imaginação, no Espaço e no Tempo”, um curta dirigido por Rudo de Andrade – seu filho com Oswald de Andrade.
A história de Pagu é retratada, também, no longa Eternamente Pagu (1988), com direção de Norma Benguel, com Carla Camurati, Nina de Pádua, Atônio Fagundes, Esther Goés, Otávio Augusto, Paulo Villaça e Antonio Pitanga.
A história se passa nos fins dos anos vinte, Pagú ainda não tem vinte anos e já encanta os meios intelectuais avançados de São Paulo, da mesma forma que escandaliza os conservadores. É apresentada aos membros da ala radical do movimento modernista, liderada por Oswald de Andrade, brilhando entre estrelas não menos cintilantes, como a pintora Tarsila do Amaral. Pagu e Oswald se amam. |
|
Têm um filho, militam no Partido Comunista, fundam um jornal. Pagu vai à Argentina, onde encontra Luiz Carlos Prestes. Participa de uma greve em Santos e é presa pela primeira vez. Em seguida, parte numa viagem pelo mundo, deixando Oswald e o garoto e sempre convivendo com artistas e militantes de esquerda. É apresentada aos membros da ala radical do movimento modernista, liderada por Oswald de Andrade, brilhando entre estrelas não menos cintilantes, como a pintora Tarsila do Amaral. Pagu e Oswald se amam. Têm um filho, militam no Partido Comunista, fundam um jornal. Pagu vai à Argentina, onde encontra Luiz Carlos Prestes. Participa de uma greve em Santos e é presa pela primeira vez. Em seguida, parte numa viagem pelo mundo, deixando Oswald e o garoto e sempre convivendo com artistas e militantes de esquerda. |
|
 |